21 de fevereiro de 2011

Três. (a felicidade é sorrateira)

Um.
''Quando eu te vi andava tão desprevenido
Que nem ouvi tocar o alarme de perigo
E você foi me conquistando devagar
Quando notei já não tinha como recuar'' 

Eu te via, eu te notava. Suas roupas, seus cabelos, seu jeito de andar e vestir. Teu nome. E então, a amizade desencadeou a atração, e nos vimos de frente pela primeira vez. Olho no olho, alma na alma. Eram as mãos entrelaçadas enquanto ao nosso redor, risadas e palavras eram soltas ao acaso. Foram os abraços cada vez mais demorados, dados por qualquer motivo. Mas também foram as descobertas, as conversas tidas na presença de outros ou na solidão de um computador. Brincadeiras inocentes mas carregadas de sentimentos genuínos, que naquele momento, eram impossíveis de interpretar. Foi saber e deixar que você soubesse também. Foi o começo. 


Dois.
''E foi assim que nos juntamos distraídos
Que no começo tudo é muito divertido
Mas sempre tinha um amigo pra falar
Que o nosso amor nunca foi feito pra durar'' 

Tua língua tocou a minha enquanto eu me apoiava em você. E toda a timidez daquele beijo se escondeu desde então. Era noite, estávamos com amigos, que já haviam nos dado um ultimato. Porque nosso desejo exalava dos nossos corpos, e a eletricidade que nos cercava era notada até pelo mais distraído dos seres. Em poucos dias estávamos namorando. Por poucos dias fomos total e completamente felizes. Mas então começaram. Fofocas. Separação (não a nossa). Um turbilhão de coisas e pessoas que de repente lutavam pelo nosso término. Não ia durar. Não ia ser bom. Nos rendemos por um tempo. Mas superamos, ou melhor, nos rendemos á nós.     


Três.
''Ninguém pode negar que o nosso amor é tudo
Tudo que pode acontecer com dois bicudos
Não são tão poucas as arestas pra aparar  
Mas é que o meu desejo não deseja se calar'' 

Agora, o mundo tem que se render. Porque não abro mão da tua companhia. Não quero, nem imaginar, como seria não ter seu colo pra me consolar. Não ter suas mãos me acariciando. Ou embrulhar-me em seus braços. Ou deitar ao teu lado e sentir que a eternidade passou por nós, e perceber que ela não foi suficiente. Quero passar as tardes contigo. Seja fazendo guerra de almofadas, seja ouvindo músicas, seja brincando de amar. Quero te sentir perto de mim, sentir seu corpo tão perto quanto a matéria permitir. Sentir tua língua passeando pela minha pele. Eu quero você, com todos os seus defeitos, todas as suas imperfeições e todas as suas manias. 

''Será sempre será 
O nosso amor não morrerá
Depois que eu perdi o meu medo
Não vou mais te deixar''  

(2 Bicudos - Ana Carolina)